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Data: 07-09 de Junho
Uma grande equipe com a bandeira do Brasil no uniforme conquista a consagração do melhor físico na Grécia milenar dos deuses! Sem verba oficial e com sacrifício pessoal, mas com muita garra, alegria e educação. Despedidas na sede da FEPAM e a Equipe NABBA Brasil parte com uma grande confiança na VITÓRIA ! EQUIPE BRASIL Debutando internacionalmente, o jovem Presidente Rodrigo Koprowski mostrou presença e espírito de liderança na condução do grupo. O Prof. João Varanda, presidente da Federação Goiana (FEGOM) foi o técnico do Brasil nos bastidores, enquanto o Prof. Fábio Gianolla atuou pelo Brasil na mesa Julgadora multinacional. Rosana Eda registrando o evento em fotos e o repórter Sandro Barboza para a TV Band, tornando-se um importante colaborador com sua simpatia e conhecimento. Anna Maria Garcia, chefe da Redação do JM&F e secretária geral da NABBA Brasil, foi a intérprete oficial da equipe brasileira. A NABBA INTERNACIONAL COMEMORA: A organização do evento mundial teve alguns momentos críticos, como o local inadequado escolhido para a medição e check-in dos atletas, mas no todo foi uma realização complexa que teve um desenrolar dinâmico, sem maiores falhas, para um público que lotou o recinto do Radio City no Show, mas menor do que o público do Universe no ano passado em Newcastle, o que cria perspectivas excelentes para o próximo Universe, em 12 de outubro de 2002. NA GRÉCIA: A conexão para Thessaloniki / Grécia foi à noite, chegamos na madrugada do dia 7 e já encontramos o aeroporto em reforma, calor de 37 graus, muita gritaria e agitação. Os organizadores apareceram logo e colocaram as delegações em táxis rumo ao hotel, onde tivemos que nos impor a um recepcionista que alegava não ter reservas para aquele horário... Mas as reservas apareceram e o grupo finalmente pode descansar em quartos e camas confortáveis, depois de um banho reparador com água quente e abundante! Daí em diante tudo transcorreu de forma ordenada, com momentos muito agradáveis junto a outras delegações, e o reencontro prazeroso com os organizadores e atletas do Universe 2001. Confraternizamos com a grande equipe da Austrália e outras, e recebemos também a amabilidade do povo nas ruas enquanto, todos uniformizados, nos dirigíamos do hotel ao local do evento. A BRIGA O deus inglês do Bodybuilding, John Citrone passava férias com sua esposa nas Ilhas Gregas quando resolveu competir e, como está sempre em forma, ganhou a Master, ao 58 anos. Para o vice João Bispo foi como vencer: Perder para John Citrone é ganhar, comentou o Bispão. Paulo Lima e Ribamar também reconheceram a justiça de suas 2ª e 3ª colocações na Class 4, porque o Overall Kamal Elgargni estava numa forma absoluta e desde o primeiro momento se via que lá estava o rei do torneio. Excelentes os atletas holandeses, italianos, franceses, russos e dos países do leste europeu, mas para os nossos que poderiam vencer, ambos os obstáculos vieram da Grã Bretanha, uma equipe que saiu feliz com seu Overall. Um atleta consciente de seus objetivos Ricardo Bertoloto se impôs na Junior, não ficando a mínima dúvida. Ele é um representante legítimo da nova geração de Bodybuilders brasileiros, que se espelham em Edson Prado e trabalham não apenas seu físico, mas sua mente e conhecimentos para o sucesso. No Figure, duas rainhas brasileiras: Patrícia Mello abafou com sua coreografia e esplêndida linha física, não teve pra ninguém e o apresentador grego, Mr. Stratos, desculpou-se por estar sem fôlego quando recomeçou a apresentação depois do show de Patrícia ao som da Aquarela do Brasil. Figure 2 e duas brasileiras movendo-se com graça e qualidade naquele palco, em busca do título. Sílvia Finnochi Ferreira agradou em cheio com sua figurinha delicada porém de firmes contornos atléticos, perdendo apenas para a excelente veterana holandesa. Crecky Chaves, que se qualificou no Brasil em primeiro, não teve a mesma sorte na Grécia, apesar de cuidadosamente manter a dieta e sua excepcional forma atlética. Foi inexplicável, conjeturas sobre os critérios foram levantadas, mas assim é o esporte. PARA ATENAS: Mas muitos se desviaram do sagrado objetivo cultural para apertar os bíceps empedrados de Bispo, Ribamar, Lourival, Paulo Lima, Ricardo e posar com as belas Figure brasileiras. É impressionante como um corpo musculoso atrai o interesse de qualquer cidadão, em todas as partes do mundo. Percebendo o interesse, Sandro resolveu profissionalizar: quem quisesse posar com os atletas brasileiros deveria contribuir com alguns Euros para a entrada deles na Acrópole, cujo preço era de 12 Euros. Em poucos minutos três entradas foram assim faturadas e a equipe inteira subiu à morada dos deuses! Lá em cima é solo sagrado, ninguém devia tirar a camisa e nenhuma bandeira podia ser desfraldada para fotos. Muitas pessoas continuaram se aproximando da nossa equipe para fazer fotos e era divertido observar a delicada senhora oriental pegando a musculatura dos braços dos atletas com gritinhos de entusiasmo. Muito calor fazia ali, mas o mergulho na história milenar fazia parte do nosso programa na Grécia e compensou. Hora de voltar, seis horas de fuso horário a restituir, regressamos via Zurique para nossa querida pátria. A tripulação presenteou a equipe com uma Champanhe e anunciou ao microfone a vitória da equipe brasileira. O aniversário de Edson Prado foi comemorado a bordo da Swiss com taças de champanhe servidas pela tripulação e um sonoro Parabéns a você cantado vigorosamente por uma equipe brasileira muitas vezes campeã! RECEITA DE CAMPEÃO: Campeões foram os dirigentes, da NABBA Brasil e mais uma vez da FEPAM,
que correram atrás de verba oficial que não chegou a tempo, mas não desistiram e
arrancaram leite da pedra para não malograr o projeto. A força que os moveu
é sempre a mesma: a confiança no esporte brasileiro e em
JUNIOR: Os demais apresentavam falhas em desenvolvimento muscular global, principalmente de membros inferiores. O segundo colocado, Nikos Michailidis, da Grécia, tem potencial para competições futuras. O terceiro, Andreas Apostolakis, também da Grécia, bem definido mas com pouco volume. MASTER Seus abdominais e serráteis muito musculosos realçam seu físico. A experiência anterior de Bispo no Universe 2001 influiu para que se preparasse muito bem, suas poses melhoram muito e ele conseguiu superar fortes adversários, mostrando seu físico de forma primorosa. O terceiro, Rob Van Der, da Holanda, um atleta comparável a Bispo com excelentes braços, ombros largos, boas coxas e deltóides que saltavam aos olhos na pose de mais musculoso, porém, no conjunto geral, o brasileiro tinha mais densidade e estava mais proporcional. FIGURE 2 Tristeza, porque nossa excelente atleta CRECKY CHAVES, detentora do título Mundial WABBA 2000, não se classificou entre as seis. Não dava para entender, pois ela foi chamada para os principais confrontos no Julgamento e era visível que, com toda a certeza, ela estaria entre as seis finalistas, mas isto não aconteceu, frustando a atleta e toda a equipe brasileira. Venceu a atleta da Holanda Nanda Grunneweg, realmente a melhor em linha física e muscularidade, sem exagero no desenvolvimento, bom trabalho de definição, músculos dorsais, abdominais e de membros inferiores. Silvia tinha um físico bem parecido, porém um pouco menor, e alguns dirigentes de outros países comentaram que este é o físico que o Figure pede, portanto deveria ter vencido. Não desmerecendo Nanda, que venceu com méritos. Destaque para Silvia em seu trabalho de abdominais: que desenvolvimento! Confesso que não lembro de ter visto abdominais tão bem trabalhados e definidos em uma atleta, e Sívia, aos 41 anos de idade, é a segunda melhor Figure do mundo! Vai dar trabalho no futuro a terceira colocada, excelente atleta da Itália, Lorena Bucci. FIGURE 1 Com perfeita elegância, apresentou poses artísticas com grande flexibilidade, além de toda uma produção no corte do cabelo, maquilagem e brilhos na pele, que lhe davam um destaque todo especial. Em terceiro a russa, Victoria Zabourdiavea, com um físico longilíneo, pouca muscularidade, mas muito, muito feminina. CLASS 4 Ao ver Kamal no café da manhã, todo vestido, perguntei ao Edson: Será que ele vai competir? Parece tão pequeno. Edson respondeu que achava que sim, está com jeito que vai. Vendo-o no palco não pude acreditar como aquele cara, que parecia tão pequeno, podia ser aquele gigante - como ele conseguiu esconder todo aquele físico dentro da roupa? PAULO LIMA, com maior volume do que Kamal, mas menor qualidade, densidade, definição e estriação muscular. O pequeno gigante Kamal estava muito, muito definido, proporcional e com excelente volume. Paulo chamou muito a atenção por suas coxas, como sempre, enormes. Para ilustrar a saudável competição existente no Mundial, relato aqui o episódio entre Paulo Lima e o Shawn Ray holandês, desafiados desde o dia anterior pelo Mike, presidente da federação da Holanda para ver quem era o melhor. Ao chegarmos no local do evento, toda a delegação da Holanda estava na entrada e Mike falou: Vamos começar a competição aqui, mostrem as coxas. Os dois atletas tornaram-se o centro de todos os olhares, Paulo esperou Shawn mostrar as coxas, magníficas, marcadas, mas quando mostrou as dele, todos pararam: elas eram muito maiores e ambém magníficas... Todos rimos muito e Mike reconheceu: O cara é muito bom, parabéns. Paulo marcou presença com todo seu tamanho e proporção, coreografia excelente, atitude de atleta internacional. Ele marcou Kamal: vai pensar nele todos os dias e vai se preparar para superá-lo, e tem totais condições. O goiano Ribamar Guedes fez bonito, terceiro melhor do mundo, excelente separação, volume e potencial internacional. Sua apresentação foi clássica e ele também superou Shawn Ray da Holanda, que ficou em quarto! CLASS 3 A classe de Edson se mostrou ali: atleta em todos os sentidos, com muita calma se desviou das acotoveladas e continuou dominando e superando o adversário Neset pose a pose, mostrando que era o Mr. Universe e dentro em breve seria o Mr. World. Ali naquele momento, para Neset não estava em jogo apenas o título de Mr. World, mas sim, tentar vencer o Mr. Universe. Muitos dirigentes me diziam: Edson Prado é imbatível nesta categoria e vai brigar pelo Overall. O terceiro melhor do Mundo, do Rio de Janeiro para a Grécia, JURANDIR RIBEIRO estava uma pedra, muito denso e em sua melhor forma física, na minha opinião. Definição impressionante, cortes fundos, músculos dorsais esculpidos, além de estar bem vascularizado, principalmente nos braços. Um grande atleta, com nível internacional, que foi muito elogiado. CLASS 2 CLASS 1 OVERALL Masculino: |
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