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TRIUNFO BRASILEIRO NA GRÉCIA -  8 ATLETAS NO PÓDIO:

Data: 07-09 de Junho
Local: Thessaloniki  Grécia

Uma grande equipe com a bandeira do Brasil no uniforme conquista a consagração do melhor físico na Grécia milenar dos deuses!

Sem verba oficial e com sacrifício pessoal, mas com muita garra, alegria e educação.

Despedidas na sede da FEPAM e a Equipe NABBA Brasil parte com uma grande confiança na VITÓRIA !

EQUIPE BRASIL
Esta foi a maior equipe que o Brasil já enviou a um evento internacional de Bodybuilding, em todos os tempos: 17 membros, sendo 11 atletas, 5 dirigentes e 1 repórter da TV. Sílvia veio de Santa Catarina, Ribamar é de Goiás e Jurandir, do Rio; os outros competem em São Paulo. Todos os atletas representaram o Brasil com dignidade, alegria e confiança na vitória. Um time de alta categoria! Mesmo estando em excelente condição, CRECKY CHAVES (Figure 1) e ALAN CASTRO SALES não conseguiram classificar-se entre os 6, talvez por uma questão de critérios, que estaremos esclarecendo junto à cúpula da NABBA.

Debutando internacionalmente, o jovem Presidente Rodrigo Koprowski mostrou presença e espírito de liderança na condução do grupo. O Prof. João Varanda, presidente da Federação Goiana (FEGOM) foi o técnico do Brasil nos bastidores, enquanto o Prof. Fábio Gianolla atuou pelo Brasil na mesa Julgadora multinacional. Rosana Eda registrando o evento em fotos e o repórter Sandro Barboza para a TV Band, tornando-se um importante colaborador com sua simpatia e conhecimento. Anna Maria Garcia, chefe da Redação do JM&F e secretária geral da NABBA Brasil, foi a intérprete oficial da equipe brasileira.

A NABBA INTERNACIONAL COMEMORA:
Em seu site, a entidade comemora o sucesso do evento: “Tudo foi extremamente bem organizado pelos representantes da NABBA Grécia, Anargiros Tsopouridis e Stratos Hatzidimitriadis, que mostram ao mundo os campeões de 2002 no Mundial da Grécia. Um hotel muito simpático e o maravilhoso espaço do Radio City Theatre com mais de 2.000 lugares garantiram a fantástica competição com muito mais de 100 perfeitos Bodybuilders de todo o mundo. Especialmente os times do Brasil, Holanda, Inglaterra, Austrália, França e Itália Não há dúvida, este foi o melhor evento top da NABBA Internacional nos últimos anos.”

A organização do evento mundial teve alguns momentos críticos, como o local inadequado escolhido para a medição e check-in dos atletas, mas no todo foi uma realização complexa que teve um desenrolar dinâmico, sem maiores falhas, para um público que lotou o recinto do Radio City no Show, mas menor do que o público do Universe no ano passado em Newcastle, o que cria perspectivas excelentes para o próximo Universe, em 12 de outubro de 2002.

NA GRÉCIA:
O refinamento europeu ficou em Zurique / Suíça, onde a equipe fez uma escala de 15 horas e recuperou parcialmente o fuso horário com descanso e banho no serviço “Dayroom” do aeroporto.

A conexão para Thessaloniki / Grécia foi à noite, chegamos na madrugada do dia 7 e já encontramos o aeroporto em reforma, calor de 37 graus, muita gritaria e agitação. Os organizadores apareceram logo e colocaram as delegações em táxis rumo ao hotel, onde tivemos que nos impor a um recepcionista que alegava não ter reservas para aquele horário... Mas as reservas apareceram e o grupo finalmente pode descansar em quartos e camas confortáveis, depois de um banho reparador com água quente e abundante!

Daí em diante tudo transcorreu de forma ordenada, com momentos muito agradáveis junto a outras delegações, e o reencontro prazeroso com os organizadores e atletas do Universe 2001.

Confraternizamos com a grande equipe da Austrália e outras, e recebemos também a amabilidade do povo nas ruas enquanto, todos uniformizados, nos dirigíamos do hotel ao local do evento.

A “BRIGA”
Ali foi a briga, todos querendo o título, mas era preciso ter a qualidade excepcional que nos deu vários deles. Edson Prado não deixou dúvida, ganhou a Class 3 e teve uma grande torcida no Overall, também das outras equipes, que gritavam seu nome - prova maior de que nosso Mr. Universe já é internacional.

O deus inglês do Bodybuilding, John Citrone passava férias com sua esposa nas Ilhas Gregas quando resolveu competir e, como está sempre em forma, ganhou a Master, ao 58 anos. Para o vice João Bispo foi como vencer: “Perder para John Citrone é ganhar”, comentou o Bispão. Paulo Lima e Ribamar também reconheceram a justiça de suas 2ª e 3ª colocações na Class 4, porque o Overall Kamal Elgargni estava numa forma absoluta e desde o primeiro momento se via que lá estava o rei do torneio. Excelentes os atletas holandeses, italianos, franceses, russos e dos países do leste europeu, mas para os nossos que poderiam vencer, ambos os obstáculos vieram da Grã Bretanha, uma equipe que saiu feliz com seu Overall.

Um atleta consciente de seus objetivos Ricardo Bertoloto se impôs na Junior, não ficando a mínima dúvida. Ele é um representante legítimo da nova geração de Bodybuilders brasileiros, que se espelham em Edson Prado e trabalham não apenas seu físico, mas sua mente e conhecimentos para o sucesso.

No Figure, duas rainhas brasileiras: Patrícia Mello abafou com sua coreografia e esplêndida linha física, não teve pra ninguém e o apresentador grego, Mr. Stratos, desculpou-se por estar sem fôlego quando recomeçou a apresentação depois do show de Patrícia ao som da Aquarela do Brasil.

Figure 2 e duas brasileiras movendo-se com graça e qualidade naquele palco, em busca do título. Sílvia Finnochi Ferreira agradou em cheio com sua figurinha delicada porém de firmes contornos atléticos, perdendo apenas para a excelente veterana holandesa.

Crecky Chaves, que se qualificou no Brasil em primeiro, não teve a mesma sorte na Grécia, apesar de cuidadosamente manter a dieta e sua excepcional forma atlética. Foi inexplicável, conjeturas sobre os critérios foram levantadas, mas assim é o esporte.

PARA ATENAS:
No domingo dia 10, bem cedo, toda a equipe uniformizada viajou 6 horas num ônibus confortável, de Thessaloniki a Atenas. Na capital, fomos conhecer uma das mais importantes ruínas gregas, a imponente Acrópole. Ali, por iniciativa do repórter Sandro, foi realizada uma sessão de fotos com nossos atletas, que atraiu turistas de todo o mundo que ali estavam, como nós, para conhecer as maravilhas arquitetônicas da antigüidade.

Mas muitos se desviaram do sagrado objetivo cultural para apertar os bíceps empedrados de Bispo, Ribamar, Lourival, Paulo Lima, Ricardo e posar com as belas Figure brasileiras. É impressionante como um corpo musculoso atrai o interesse de qualquer cidadão, em todas as partes do mundo.

Percebendo o interesse, Sandro resolveu “profissionalizar”: quem quisesse posar com os atletas brasileiros deveria contribuir com alguns Euros para a entrada deles na Acrópole, cujo preço era de 12 Euros. Em poucos minutos três entradas foram assim “faturadas” e a equipe inteira subiu à morada dos deuses! Lá em cima é solo sagrado, ninguém devia tirar a camisa e nenhuma bandeira podia ser desfraldada para fotos. Muitas pessoas continuaram se aproximando da nossa equipe para fazer fotos e era divertido observar a delicada senhora oriental pegando a musculatura dos braços dos atletas com gritinhos de entusiasmo. Muito calor fazia ali, mas o mergulho na história milenar fazia parte do nosso programa na Grécia e compensou.

Hora de voltar, seis horas de fuso horário a restituir, regressamos via Zurique para nossa querida pátria. A tripulação presenteou a equipe com uma Champanhe e anunciou ao microfone a vitória da equipe brasileira.

O aniversário de Edson Prado foi comemorado a bordo da Swiss com taças de champanhe servidas pela tripulação e um sonoro “Parabéns a você” cantado vigorosamente por uma equipe brasileira muitas vezes campeã!

RECEITA DE CAMPEÃO:
Campeões foram os atletas que se qualificaram em Itajubá, obtendo o direito de competir no Mundial e o prêmio da passagem. Campeões foram os outros atletas que, como Sílvia, pagaram do bolso para concretizar um sonho, como Patrícia, que vendeu seu carro para fazer frente às despesas de preparação, como outros atletas que com recursos mínimos fizeram seu papel na equipe.

Campeões foram os dirigentes, da NABBA Brasil e mais uma vez da FEPAM, que correram atrás de verba oficial que não chegou a tempo, mas não desistiram e arrancaram “leite da pedra” para não malograr o projeto. A força que os moveu é sempre a mesma: a confiança no esporte brasileiro e em
seus atletas, que só precisam de oportunidades para presentear o Brasil com títulos mundiais legitimamente conquistados nos quatro cantos do mundo.

COMENTÁRIOS TÉCNICOS:
Prof. Fábio Gianolla - Arbitro Internacional NABBA

JUNIOR:
Um atleta sem adversários no Campeonato Mundial: este era o brasileiro RICARDO BERTOLLOTO, da Junior. Ricardo estava imbatível, bem melhor que na seletiva, e era o único atleta com todos os critérios bem desenvolvidos: grande, definido e, com certeza, o único proporcional.

Os demais apresentavam falhas em desenvolvimento muscular global, principalmente de membros inferiores. O segundo colocado, Nikos Michailidis, da Grécia, tem potencial para competições futuras. O terceiro, Andreas Apostolakis, também da Grécia, bem definido mas com pouco volume.

MASTER
Vi JOHN CITRONE no saguão do hotel, vestindo uma camiseta preta sem mangas, mostrando o quanto estava definido, braços com estriações musculares impressionantes. Ao vê-lo no palco, tive a certeza de que seria difícil superá-lo, todos os músculos excepcionalmente desenvolvidos, densos e definidos, que Master! JOÃO BISPO em segundo, grande e definido como sempre, dorsais e braços excelentes, o melhor nas poses de duplo bíceps, de frente e de costas.

Seus abdominais e serráteis muito musculosos realçam seu físico. A experiência anterior de Bispo no Universe 2001 influiu para que se preparasse muito bem, suas poses melhoram muito e ele conseguiu superar fortes adversários, mostrando seu físico de forma primorosa. O terceiro, Rob Van Der, da Holanda, um atleta comparável a Bispo com excelentes braços, ombros largos, boas coxas e deltóides que saltavam aos olhos na pose de mais musculoso, porém, no conjunto geral, o brasileiro tinha mais densidade e estava mais proporcional.

FIGURE 2
Uma satisfação imensa e uma grande tristeza para a equipe brasileira nesta categoria. Satisfação de ver a atleta SÍLVIA FINOCCHI (que superou grandes dificuldades para, com esforço imenso, estar ali competindo) mostrando um físico que era tudo que o Figure pede - e os comentários eram de que ela podia vencer.

Tristeza, porque nossa excelente atleta CRECKY CHAVES, detentora do título Mundial WABBA 2000, não se classificou entre as seis. Não dava para entender, pois ela foi chamada para os principais confrontos no Julgamento e era visível que, com toda a certeza, ela estaria entre as seis finalistas, mas isto não aconteceu, frustando a atleta e toda a equipe brasileira. Venceu a atleta da Holanda Nanda Grunneweg, realmente a melhor em linha física e muscularidade, sem exagero no desenvolvimento, bom trabalho de definição, músculos dorsais, abdominais e de membros inferiores. Silvia tinha um físico bem parecido, porém um pouco menor, e alguns dirigentes de outros países comentaram que este é o físico que o Figure pede, portanto deveria ter vencido. Não desmerecendo Nanda, que venceu com méritos.

Destaque para Silvia em seu trabalho de abdominais: que desenvolvimento! Confesso que não lembro de ter visto abdominais tão bem trabalhados e definidos em uma atleta, e Sívia, aos 41 anos de idade, é a segunda melhor Figure do mundo! Vai dar trabalho no futuro a terceira colocada, excelente atleta da Itália, Lorena Bucci.

FIGURE 1
O topo do Pódio pertencia à atleta PATRÍCIA MELLO, pois ao entrar no palco, ela dominou. A cor morena jambo natural destacou seu físico e foi detalhe decisivo para sua vitória (morena como esta, os árbitros europeus viram poucas). Patrícia evoluiu muito desde seu terceiro lugar no Novos, estava no padrão: muscularidade sem exagero, leve definição e proporcional. Em segundo, a sofisticada francesa Silvie Ermenjaud, que parecia a favorita para o título, já foi campeã pela WABBA e tinha um físico muito bem trabalhado muscularmente.

Com perfeita elegância, apresentou poses artísticas com grande flexibilidade, além de toda uma produção no corte do cabelo, maquilagem e brilhos na pele, que lhe davam um destaque todo especial. Em terceiro a russa, Victoria Zabourdiavea, com um físico longilíneo, pouca muscularidade, mas muito, muito feminina.

CLASS 4
Fui designado para compor o corpo de arbitragem, 15 árbitros que se alternavam no julgamento das categorias, cabendo-se julgar a musculação masculina. Meu lugar era na ponta da mesa julgadora e, ao ver entrar Paulo Lima, pensei: “como ele está grande e bem!” Ribamar entrou em seguida, magnífico, fazendo acreditar no título... mas quando entrou Kamal Elgargni e se posicionou ao lado de Ribamar, todos souberam quem seria o vencedor. Kamal mostrava um físico incontestável e de um bronzeado magnífico! Que realce! Que trabalho de coloração bem feito. Precisamos aprender como fazer isso, pois o físico cresce e define no palco, aos olhos dos árbitros, podendo fazer uma grande diferença.

Ao ver Kamal no café da manhã, todo vestido, perguntei ao Edson: “Será que ele vai competir? Parece tão pequeno.” Edson respondeu que achava que sim, “está com jeito que vai”. Vendo-o no palco não pude acreditar como aquele cara, que parecia tão pequeno, podia ser aquele gigante - como ele conseguiu esconder todo aquele físico dentro da roupa? PAULO LIMA, com maior volume do que Kamal, mas menor qualidade, densidade, definição e estriação muscular.

O “pequeno gigante” Kamal estava muito, muito definido, proporcional e com excelente volume. Paulo chamou muito a atenção por suas coxas, como sempre, enormes. Para ilustrar a saudável competição existente no Mundial, relato aqui o episódio entre Paulo Lima e o “Shawn Ray” holandês, desafiados desde o dia anterior pelo Mike, presidente da federação da Holanda para ver quem era o melhor. Ao chegarmos no local do evento, toda a delegação da Holanda estava na entrada e Mike falou: “Vamos começar a competição aqui, mostrem as coxas”. Os dois atletas tornaram-se o centro de todos os olhares, Paulo esperou Shawn mostrar as coxas, magníficas, marcadas, mas quando mostrou as dele, todos pararam: elas eram muito maiores e ambém magníficas... Todos rimos muito e Mike reconheceu: “O cara é muito bom, parabéns”. Paulo marcou presença com todo seu tamanho e proporção, coreografia excelente, atitude de atleta internacional. Ele marcou Kamal: vai pensar nele todos os dias e vai se preparar para superá-lo, e tem totais condições. O goiano Ribamar Guedes fez bonito, terceiro melhor do mundo, excelente separação, volume e potencial internacional. Sua apresentação foi clássica e ele também superou Shawn Ray da Holanda, que ficou em quarto!

CLASS 3
EDSON PRADO é o nome desta categoria, é o melhor do mundo, volume e proporção insuperáveis, shape incontestável, mas enfrentou um páreo duro na figura do atleta holandês Neset Icli, que nós classificamos como BLOCO de músculos. Atleta compacto, músculos poderosos, mas lhe faltava a linha física, o shape do Edson. Com cintura larga e falhas na harmonia, Neset tentou em vão vencer Edson, acotovelou-o nas poses de confronto e mostrou que o brasileiro o incomodava.

A classe de Edson se mostrou ali: atleta em todos os sentidos, com muita calma se desviou das acotoveladas e continuou dominando e superando o adversário Neset pose a pose, mostrando que era o Mr. Universe e dentro em breve seria o Mr. World. Ali naquele momento, para Neset não estava em jogo apenas o título de Mr. World, mas sim, tentar vencer o Mr. Universe. Muitos dirigentes me diziam: “Edson Prado é imbatível nesta categoria e vai brigar pelo Overall”. O terceiro melhor do Mundo, do Rio de Janeiro para a Grécia, JURANDIR RIBEIRO estava uma pedra, muito denso e em sua melhor forma física, na minha opinião. Definição impressionante, cortes fundos, músculos dorsais esculpidos, além de estar bem vascularizado, principalmente nos braços. Um grande atleta, com nível internacional, que foi muito elogiado.

CLASS 2
Na categoria mais numerosa, 22 atletas e alguns excelentes, como os fantásticos 3 primeiros. ALAN HENRIQUE brilhou entre os muito bons, suas coxas entre as melhores da categoria, até mesmo do campeão. Sua parte superior necessitava de mais volume e de ter uma estrutura de cintura escapular bem mais ampla; sua cor, porém, destacou muito seu físico e com certeza ele se posicionou entre os dez melhores de mundo. O campeão Giussepe Cozi, da Itália, tinha um conjunto de braços, ombros e peitorais que chamavam a atenção e, na minha opinião, estavam entre os melhores do evento. Se ele conseguir melhorar seus membros inferiores, ou seja, coxas e gêmeos, será um atleta completo e difícil de ser batido. O segundo, Eric Overdevest, da Holanda, mostrou um grande físico, com boa definição e volume. O terceiro colocdo, Sergiy Dukhota, da Ucrânia, menor que os dois primeiros, necessitando de mais volume mas com excelente físico e bom conjunto.

CLASS 1
A categoria dos gigantes. Atletas muito altos e musculosos e, entre eles, o brasileiro LOURIVAL OLIVEIRA destacou-se como um dos mais altos de toda a competição. Ele foi o quinto melhor do Mundo, e chamava a atenção por seus braços e por seu físico longilíneo, muito, mas muito musculoso. Em sua apresentação de poses perfeitas, mostrou a totalidade do seu físico. O vencedor foi o ucraniano Mikahail Behoev, musculoso, bem definido e proporção compatível à categoria. Em segundo, Hedwig Barden, da Holanda, um atleta negro com físico harmonioso e volume, numa apresentação que realçou sua muscularidade. Em terceiro Mario Hemmer, da Áustria, que apresentou bons braços, abominais, coxas e gêmeos, excelente físico que me pareceu tão bom quanto o do holandês, tendo talvez perdido nos detalhes. Ressalto que esta foi a categoria mais difícil de ser arbitrada, pois os atletas estavam muito próximos quanto aos critérios de julgamento.

OVERALL
Edson fez sua parte: posou muito bem, seu físico proporcional e grande em magnífica forma. Mas Kamal estava imbatível, sua qualidade física inquestionável, e ele venceu ambos - Europeu e Mundial - com méritos. Espero que nossas fotos façam justiça ao físico de Kamal e quero deixar registrado que acho difícil surgirem muitos atletas assim. Fico feliz de poder ter visto um atleta tão magnífico e de ter participado de um evento de tamanha grandeza, pois o Mundial da NABBA é algo inegualavel. Obrigado ao Presidente Rodrigo e à NABBA Brasil, por terem me proporcionado este momento e por terem me dado a oportunidade de ser o primeiro árbitro brasileiro a se credenciar internacionalmente pela NABBA International.

Masculino:
  - Junior: Ricardo Bertoloto / SP - 1º Lugar
  - Mr.Class 4 - até 1,65: Paulo Lima / SP - 2º Lugar
  - Mr.Class 4 - até 1,65: Ribamar Guedes / GO - 3º Lugar
  - Mr.Class 3 - até 1,72: Edson Prado / SP - 1º Lugar
  - Mr.Class 3 - até 1,72: Jurandir Ribeiro / RJ - 3º Lugar
  - Mr.Class 1 - acima 1,79: Lorival Oliveira / SP - 5º Lugar
  - Master: João Bispo de Andrade / SP - 2º Lugar
 
Feminino:
  - Figure Class I - até 1,63: Patricia Mello / SP - 1º Lugar
  - Figure Class II - acima 1,63: Silvia Fenochi / SC - 2º Lugar

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